03 setembro 2017

Sexta-feira foi um dia muito difícil.

Estive no velório do pai de uma das minhas melhores amigas. Mas o tio Teco não era apenas o pai de uma das minhas melhores amigas. Ele era meu amigo também.
Sempre que eu ia visitar a Ana ele passava lá para me dar um abraço – e sempre (SEMPRE!) trazia umas cervejas a mais, porque dizia que a Ana comprava pouca cerveja quando eu ia lá, hahaha.
Nunca vou me esquecer dos abraços, da conversa boa e leve, do sorriso largo e farto que o tio sempre trazia no rosto, na alma e no coração.
Um ser humano especial, de uma energia linda e vibrante, que vai fazer uma falta danada neste mundo careta e quadrado, onde tantos reclamam por tão pouco.
O tio viveu como quis, e isso eu admiro demais: ter coragem de ser quem se é, e assumir a vida que você escolheu viver. Apenas existindo, o tio me ensinou muito.
Após o velório, triste e cansada, entrei na loja Beija-Flor, da Taly, e me deparei com este quadrinho, cuja foto tirei. Sorri discretamente quando o vi.
Porque eu sei, com a mais absoluta certeza, que a vida continua. E é justamente esta a beleza da vida: ela nunca termina.
Como disse o padre durante o velório: o tio deixou o mundo das criaturas e retornou para o mundo do criador.
E é lá que a verdadeira vida acontece.
Tchau, tio.
Até qualquer dia, meu amigo querido!